Flagrante por drogas gera mais prisão preventiva do que outros crimes
As prisões em flagrante por crimes relacionados a drogas resultam em prisões provisórias mais frequentemente do que os flagrantes de outros delitos. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Seis em cada dez pessoas (60%) flagradas com entorpecentes tiveram a prisão preventiva decretada após serem apresentadas pela autoridade policial ao juiz responsável pela audiência de custódia, segundo dados do boletim Audiências de Custódia de Crimes Relacionados a Drogas , ao qual a Agência Brasil teve acesso em primeira mão. Notícias relacionadas: Comissão Global sobre Drogas pede fim de punitivismo contra crianças. Marcha em São Paulo pede legalização da maconha . O resultado é bastante superior à média de 37,5% de prisões em flagrante por crimes não relacionados às drogas igualmente convertidas em prisão preventiva, no mesmo período (2024/2025). Segundo os autores do boletim, os dados evidenciam o peso da política criminal de drogas no encarceramento provisório. “Essa discrepância suscita reflexões sobre a própria efetividade da audiência de custódia como mecanismo de contenção do encarceramento provisório nos casos especificamente relacionados a drogas
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